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Absurdos, CBF vai manter Brasileirão em plena Copa do Mundo e Taça Guanabara virou tacinha sem importância

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mundo-e-rio Quando a gente pensa que já viu tudo, a cartolagem consegue ir além. O apelo dos clubes foi em vão e a CBF decidiu que o Brasileirão da Série B deste ano terá cinco rodadas disputadas em plena Copa do Mundo.

A entidade garante ter uma autorização especial da Fifa, que proíbe a realização de campeonatos em paralelo ao Mundial, para manter a bola rolando por aqui.

“O público vai estar voltado para a Copa do Mundo. Vai ser um ano difícil em que vamos ter que suportar mais essa dificuldade”, reagiu com lucidez o presidente do Londrina, Claudio Canuto. E que dificuldade! Perdem os patrocinadores, com menor exposição de suas marcas, os detentores de direitos de TV, com menos audiência, os clubes e o torcedor.

Mas, o mais incrível, é que há quem concorde com a loucura desse calendário tupiniquim. Samir Namur, novo presidente do Coritiba, é o autor dessa pérola: “A interrupção do campeonato é sempre pior para o planejamento que traçamos. Gostei muito do nível da reunião”. Maior miopia, impossível.

Guanabara virou tacinha
A Taça Guanabara chega à fase decisiva da mesma forma como começou: apequenada pela cartolagem, desprezada pelo torcedor e sem nenhuma relevância para os clubes. A decisão da Ferj de levar para Volta Redonda o clássico Flamengo x Botafogo, uma das semifinais, no fim de semana, é o clímax da desconstrução do torneio que já foi em outros tempos um dos mais charmosos do futebol brasileiro.

Fazer um jogo como esse, fora do Rio – em que pese a indisponibilidade do Maracanã – é o reconhecimento do fracasso. Os números desastrosos explicam em parte a transferência. Enquanto o Cruzeiro registrou uma média de 40 mil torcedores nos três primeiros jogos no Mineirão, a maior do século, e o Palmeiras faturou líquidos cerca de R$ 4 milhões nos jogos como mandante, Fluminense e Macaé jogaram para 526 pagantes no sábado passado, na Baixada,  e o Flamengo x Vasco, clássico de maior público até aqui no Rio, teve menos de 20 mil pessoas no Maracanã, com um prejuízo de R$ 250 mil.

E o pior é que ao invés de trabalhar para reverter essa situação, a federação se conforma com migalhas. Sem que os clubes reajam. Que o futuro dos estaduais está longe de ser promissor, todos já sabemos. Mas, parafraseando aquele dito popular,  cada campeonato tem o enterro que merece.

 

 

Análises: Luiz Fernando Gomes/Lance
Esporteenoticia.com

 

 

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Jornalista

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