E após o feriado do 1º de Maio, na quinta-feira, chegou nas primeiras horas da manhã de sexta-feira (02), a lamentável notícia que mais uma tragédia aconteceu na BR 364, próximo a Itapuã do Oeste, com duas vítimas fatais. Mais uma vez, a colisão envolveu uma ambulância que transportava uma paciente e uma técnica de enfermagem que morreram na hora, com um ônibus que também transportava pacientes.
O motorista da ambulância foi socorrido em estado grave, após ficar preso às ferragens e, no ônibus, ninguém teve sérios ferimentos. As duas vítimas fatais foram: Marly Lima Reis, 67 anos, paciente; e Cristiane Reis, técnica de enfermagem. E a tragédia poderia ter sido maior, já que o ônibus envolvido estava levando 22 pessoas para tratamento médico em Porto Velho. A coluna deixa os sentimentos às famílias de Marly e Cristiane!

Essa tragédia ocorre há menos de um mês quando outro acidente, também envolveu ambulâncias que fazem o transporte de pacientes dos municípios para tratamento médico na capital. Infelizmente, é triste admitir, mas foi uma tragédia anunciada. A BR 364 não suporta mais o tráfego com apenas duas pistas. Se será privatizada ou não é outra história.
A certeza é que algo urgente necessita ser feito nessa estrada. O interessante é que as bancadas federal e estadual não se manifestam sobre esses desastres, praticamente, diários. A coluna acredita que já está passando da hora de se pensar, seriamente, em uma ferrovia, se possível, saindo de Cuiabá, passando por Porto Velho e chegando à Manaus.
Seria a solução mais sensata! Tiraria o movimento de carretas deixando a estrada para veículos menores. Na outra ponta, seriam feitos os investimento na regionalização da saúde, criando estruturas nos municípios para se evitar enviar pacientes para Porto Velho. Alguém pode dizer que isso é impossível, mas se o homem pensasse sempre assim, ainda estaríamos morando em cavernas!
O engenheiro eletricista Ildefonso Madruga, presidente do Sindicado dos Engenheiros do Estado de Rondônia, informou à coluna, um dado estarrecedor que dá a dimensão do que é trafegar na BR 364. “252 mil pessoas por ano ficam com sequelas permanentes decorrentes de acidentes de trânsito no Brasil. Já em Rondônia, a BR 364, no trecho entre Vilhena e Porto Velho, temos, a cada três dias, duas mortes de acordo com os números de janeiro a abril de 2025”, contabilizou. Ele também concorda com a ideia da construção de uma estrada de ferro. “Nas ferrovias, o número de acidentes é praticamente zero”, enfatizou.
Por: Ivan Frazão/RondoniAoVivo
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