O céu da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, foi palco de um feito histórico no esporte sul-americano. Com a participação de 104 atletas de seis países, foi batido o novo recorde de formação em queda livre na América do Sul, e Rondônia esteve lá. O paraquedista Erick Rocha, nascido e formado em Porto Velho, foi um dos escolhidos para integrar o salto e ainda atuou como capitão de formação, ajudando a organizar parte da equipe no ar.
A proposta inicial do evento era ambiciosa: reunir 120 paraquedistas em uma formação simultânea, criando uma espécie de mandala no céu. Mas a dificuldade técnica e o alto nível de exigência acabaram reduzindo o número final. Segundo Erick, diversos atletas foram cortados por não atenderem aos critérios mínimos de segurança e performance. O resultado foi uma formação final com 104 atletas experientes, que conseguiram realizar o salto com sucesso no último dia de tentativas.
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104 atletas de seis países que bateram recorde de formação em queda livre na América do Sul — Foto: Reprodução/Erick Rocha
“Conseguimos quebrar o recorde com muita dificuldade já no último dia. A gente queria fazer uma mandala com 120 paraquedistas, mas conseguimos somente 104. Vários foram cortados porque não atingiram o nível técnico mínimo. No fim, fizemos um salto mais seguro com os mais experientes e deu certo. A festa foi linda!”, contou Erick, direto dos Estados Unidos.
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104 atletas de seis países que bateram recorde de formação em queda livre na América do Sul — Foto: Reprodução/Erick Rocha
Enquanto o salto acontecia lá fora, aqui em Rondônia a energia também tava lá em cima. A equipe do Erick se reuniu em Porto Velho para fazer um salto simbólico, com cinco atletas representando a base da formação. Entre eles, estava Alzir Filho, instrutor de paraquedismo e amigo de longa data do Erick.
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Alzir Filho, paraquedista — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Antes do salto, a equipe se reuniu para o briefing, momento em que são definidos os detalhes técnicos, as posições de cada atleta e as manobras no ar. O preparo é essencial para garantir a segurança e a precisão da formação. “O paraquedismo exige muito do psicológico. Antes de tudo, a gente confere os equipamentos, pensa no salto e alinha a estratégia. Seja com cinco pessoas ou com 120, o foco tem que ser total”, explicou Alzir.
Após o salto em Porto Velho, os colegas de equipe mandaram um recado direto pro Erick, desejando sorte e reforçando o apoio de Rondônia. Quando o recorde foi oficialmente quebrado, Erick enviou um vídeo de agradecimento: “Queria mandar esse presente pra Rondônia e profetizar que nos próximos recordes teremos muito mais paraquedistas do nosso estado nos céus do mundo afora.”
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Erick Rocha, Paraquedista de Rondônia — Foto: Reprodução/Erick Rocha
Com cinco países envolvidos: Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e Equador, o novo recorde sul-americano entrou pra história. E Rondônia, esteve nesse voo.
Por: Malu Guastala/Ge-RO
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