quinta-feira, julho 30, 2026
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Cheerleaders de Rondônia se Preparam Para Competição Universitária Com Treino Intenso e Paixão Pelo Esporte; Veja Aqui!

Por alguns segundos, a impressão é que eles estão voando. Mas por trás de cada salto e acrobacia tem algo mais forte do que parece: o esforço coletivo de quem treina junto, erra junto e se sustenta com confiança. Em Porto Velho, o cheerleading universitário segue crescendo, e a Atlética Muralha, formada por estudantes de medicina, é um dos exemplos dessa força.

Com mais de 10 anos de história, a equipe se prepara agora para o Intermed Norte, competição entre atléticas universitárias de Rondônia e Acre. Na reta final, o ritmo acelera: treinos todos os dias, entre turnos de aula, plantões e a rotina puxada da faculdade.

“Eu me sinto no filme das Apimentadas ou no High School Musical. É como se a gente trouxesse essa energia dos filmes pro nosso dia a dia. A apresentação no Intermed é mágica”, conta Juan Barros, de 25 anos, estudante de medicina e capitão do time.

Foi justamente vendo uma apresentação da atlética no primeiro ano da faculdade que ele decidiu entrar. “Me arrependi na hora de não ter começado antes. Ver os próprios estudantes organizando tudo, com tanta dedicação, me inspirou demais.”

Giovana Carvalho, de 20 anos, está na equipe há um ano. Ela é flyer, a atleta que sobe ao topo das pirâmides humanas e realiza os movimentos no ar. No início, o medo bateu. Mas não durou muito.

“Cheguei sem saber nada. Mas tinha gente experiente pra ensinar cada detalhe: a contagem, a respiração, os movimentos. Aos poucos o medo virou encorajamento. A gente se apoia muito”, diz.

E se engana quem pensa que o esporte é só leveza e sorriso no rosto. O cheer exige força física, foco, sincronia e muito preparo. Durante a apresentação, o nervosismo toma conta, mas a adrenalina também. “Minha boca seca, fico nervoso, mas quando ouço a torcida gritar, tudo vale a pena. É uma sensação indescritível”, diz Juan.

Apesar do esforço e da trajetória, o reconhecimento ainda é limitado. A equipe é independente, sem apoio institucional, e os atletas bancam grande parte dos custos. Mas isso não é motivo pra desistir.

“É por amor ao esporte. Sempre foi um sonho. Se a gente tem a chance de viver isso agora, por que não lutar pra que cresça?”, completa Juan em matéria da repórter Ana Beatriz Vieira.

Por: Malu Guastala/Ge-RO
Esporteenoticia.com

 

 

 

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