quarta-feira, julho 29, 2026
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Grupo de Servidores Públicos de Rondônia são Denunciados Pela MP por Fraude de R$ 10 Milhões na Compra de Testes da Covid-19 e uma Série de Crimes; Veja Aqui!

O Ministério Público de Rondônia (MP-RO) denunciou, 12 pessoas suspeitas de participar de um esquema de fraude na compra de testes rápidos para Covid-19 durante a pandemia. A investigação faz parte da Operação Polígrafo, iniciada em julho de 2020.

Segundo o MP-RO, o grupo teria atuado entre março de 2020 e janeiro de 2021 para comprar 100 mil testes rápidos sem registro da Anvisa, usando uma Dispensa de Licitação de R$ 10,5 milhões. A promotoria pede que os acusados devolvam mais de R$ 2 milhões aos cofres públicos, valor que foi perdido com superfaturamento e custos extras pagos pelo Estado.

A Dispensa de Licitação é um mecanismo previsto em lei que permite ao governo contratar serviços ou comprar produtos sem realizar licitação. Ela é usada em situações específicas, como emergências ou quando há apenas um fornecedor disponível.

Entre os denunciados estão o ex-secretário adjunto de Saúde, o então gerente administrativo da Sesau, integrantes de duas empresas e o então cônsul honorário da Índia. O MP-RO não divulgou os nomes dos suspeitos nem informou se eles ainda ocupam os cargos.

De acordo com a denúncia, o grupo teria atuado para:

  • Manipular processos de compra e impedir a participação de empresas habilitadas;
  • Direcionar contratos para fornecedores específicos;
  • Entregar produtos irregulares;
  • Obter vantagens financeiras.

Crimes apontados
O MP-RO acusa o grupo de uma série de crimes, entre eles:

  • Contra a administração pública: fraude em licitação, fraude em contrato e tráfico de influência;
  • Contra a saúde pública: importação e distribuição de produtos sem registro sanitário;
  • Contra a fé pública: falsificação e uso de documentos falsos, falsidade ideológica e falso testemunho.
  • Todos também respondem por associação criminosa e fraude processual.

Além das penas previstas, o órgão pede que os acusados paguem indenização por danos morais coletivos e percam os cargos públicos que eventualmente ocupam. A promotoria também quer manter o bloqueio de bens para garantir o ressarcimento ao Estado. Com a denúncia entregue, cabe agora ao Judiciário decidir se aceita ou não a ação.

Caso seja recebida, os denunciados serão chamados a apresentar defesa. O processo segue então para a fase de depoimentos e produção de provas até o julgamento. O g1 entrou em contato com o Governo de Rondônia, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

 

Por: G1/RO
Esporteenoticia.com

 

 

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