Juliana Santiago, a professora assassinada a facadas por um aluno em Porto Velho, atuou diretamente no atendimento a mulheres vítimas de violência. O Governo de Rondônia confirmou que ela trabalhava na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), em Vilhena. Juliana trabalhava no acolhimento e nos procedimentos relacionados a casos de violência doméstica e de gênero. Ao longo da carreira na Polícia Civil, exerceu o cargo de escrivã e também atuou na Corregedoria, em Porto Velho.
Juliana, 41 anos, morreu após ser atacada a facadas por João Cândido da Costa Junior, de 24 anos, dentro de uma sala de aula de uma faculdade particular da capital. A principal linha de investigação aponta que o crime ocorreu após ela ter rejeitado o aluno. De acordo com a Polícia Civil, a professora foi atingida por golpes na região do tórax e sofreu um ferimento no braço. Apenas uma das facadas, no entanto, foi determinante para a morte, por ter atingido diretamente o coração.
Em depoimento, João afirmou que usou uma faca que teria sido entregue pela própria professora. A versão, porém, foi descartada pela delegada Leisaloma Carvalho, responsável pelo caso. Segundo a delegada, não há qualquer elemento de prova que sustente essa afirmação. Ela informou ainda que uma pessoa próxima da vítima relatou que a faca utilizada no crime não pertencia a Juliana. “Uma pessoa próxima da vítima narrou que aquela faca ali não é um objeto pertencente à Juliana, não pertencia a ela, nunca fez parte da casa dela, não foi objeto que ele teria visto com ela alguma vez”, disse.
A delegada também descartou a versão de que o crime teria sido motivado por reprovação na disciplina ministrada pela professora. “Isso não procede. Nós já juntamos o boletim desse aluno ao inquérito policial, em que ele não tinha nota baixa a ponto de ser reprovado ou mesmo tivesse sido, de uma forma, prejudicado em suas notas pela professora Juliana ou até por outro professor na faculdade. Então isso é uma versão totalmente descartada no inquérito policial”, declarou.
O Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca), em Porto Velho, retomou as aulas na manhã desta terça-feira (10), três dias após o assassinato da professora Juliana Santiago, de 41 anos, morta a facadas por um aluno dentro da instituição.
Em homenagem à docente, a faculdade decretou luto oficial no sábado (7). Já na segunda-feira (9), colegas se reuniram para prestar tributo com orações, músicas e o lançamento de balões brancos. “Hoje nos reunimos em silêncio, respeito e saudade. A professora Juliana Santiago permanece viva na memória e no legado deixado em cada vida que tocou através da educação”, publicou a instituição nas redes sociais.
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Colegas de trabalho fazem homenagem para Juliana Santiago — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Juliana Santiago era professora de Direito Penal na Fimca e escrivã da Polícia Civil de Rondônia. O autor do crime é João Cândido Júnior, de 24 anos, aluno do 5º período de Direito da faculdade. O caso segue sob investigação, e as circunstâncias do crime continuam sendo apuradas pela Polícia Civil. O g1 entrou em contato com a defesa de João Cândido, que optou por não se pronunciar.
Por: Amanda Oliveira e G1 RO
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