Os Moradores da Estância Turística de Ouro Preto do Oeste/RO enfrentam uma situação de grave descaso, a ENERGISA ignora os perigo estrutural e risco de acidentes nesse período de temporais, a população denuncia que a concessionária responsável pelo fornecimento de energia elétrica no estado, tem ignorado constantemente os sucessivos pedidos de poda de árvores que avançam sobre a fiação de alta e baixa tensão em diversas ruas da cidade, o acúmulo de galhos sobre a rede elétrica força os cabos e eleva o risco de curtos-circuitos, rompimento de fios e descargas elétricas em áreas de grande circulação, diante da inércia, moradores e lideranças locais cobram respostas imediatas da concessionária.
O Município aponta exclusividade da Energisa para o serviço, o impasse em torno de quem deve realizar a manutenção e o corte dos galhos já passou pela administração municipal, em cobranças anteriores feitas pela imprensa local, o atual Secretário Municipal de Infraestrutura (SEMIFRA), Kinkinha da Garagem (UNIÃO) “que na época exercia o mandato de vereador”, esclareceu que a responsabilidade técnica do serviço é exclusiva da distribuidora de energia.
De acordo com a pasta de infraestrutura, apenas a concessionária possui as equipes especializadas e os equipamentos necessários para executar os procedimentos de segurança exigidos pela legislação do setor elétrico, além disso, a intervenção direta requer, em muitas ocasiões, o desligamento programado ou emergencial do fornecimento da rede para evitar o risco de acidentes de trabalho graves e eletrocussão.
Atendimento ineficiente gera indignação, na tentativa de estabelecer uma via direta de diálogo com a Energisa por meio da agência de atendimento presencial em Ouro Preto tem sido descrita como frustrante principalmente junto a imprensa, relatos apontam que a unidade local não disponibiliza um responsável ou canal de gerência para tratar de demandas comunitárias e estruturais da cidade.
Os usuários afirmam receber orientações repetitivas para formalizar reclamações individuais por meio do canal de atendimento telefônico (0800), com a exigência de indicar um endereço exato, porém, a população contesta a viabilidade dessa abordagem, alegando que o avanço das copas das árvores sobre a rede de energia tornou-se um problema crônico e generalizado, afetando bairros inteiros e não apenas pontos isolados.
Até mesmo o Conselho Comunitário de Segurança Pública da Estância Turística de Ouro Preto do Oeste (CONSEG/OPO) protocolou ofício e recentemente reiterou o pedido em caráter de urgência, mas até o momento a omissão da ENERGISA impera, o documento reflete a preocupação de famílias que se sentem ameaçadas em seus direitos básicos de segurança pública e moradia, citando que galhos de grande porte ultrapassam a altura dos postes e tencionam os cabos elétricos, até o momento, nenhuma frente de trabalho ou mutirão de podas preventivas foi enviado à cidade para sanar as irregularidades apontadas pelo conselho.
A população atingida cogita medidas extremas e até mesmo pagamentos das contas em juízo, com a escalada do risco e o sentimento de desamparo e abandono, o descontentamento entre os consumidores atingiu o ápice, diante da falta de respostas da agência local, grupos de moradores já discutem a possibilidade de acionar o Poder Judiciário e tomar medidas drásticas.
Está sendo articulada a criação de um consórcio de consumidores para realizar o depósito das contas de energia elétrica em juízo, por meio de mecanismo legal, e que os valores devidos à Energisa ficassem retidos pela Justiça, sendo liberados somente após a comprovação de que a empresa executou o manejo adequado da vegetação sob os cabos elétricos. A pergunta que ouvimos, é: ATÉ QUANDO VAI ESSE DESCASO, ATÉ AGUÉM REALMENTE, MORRER? Essa é pergunta que ouvimos constantemente. (Click Aqui Porque a População Entende Como Descaso).
Por: Wellington Gomes
Esporteenoticia.com





