domingo, fevereiro 25, 2024
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Globo lucrando menos passou a abrir mão dos medalhões como: Fausto Silva, Xuxa, Jô Soares, Zeca Camargo, Angélica, por último Fê Gentil e J. Júnior, agora Cleber Machado

A demissão de Cleber Machado, após 35 anos de casa, não foi exatamente uma surpresa. Ele era mantido de escanteio. Havia perdido para Luís Roberto o status de locutor esportivo número 2, atrás somente de Galvão Bueno.

O rumor de que o jornalista seria dispensado surgiu no ano passado, quando foi excluído da equipe enviada ao Catar para transmitir a Copa do Mundo. Tal desprestígio foi interpretado como um possível aviso prévio.

Ele já havia sido afetado por um corte no salário e aparecia bem menos no vídeo do que anos atrás, quando era mais popular por suas tiradas de humor e eventuais gafes.

A saída de nome tão tradicional do jornalismo esportivo da Globo está em consonância com uma filosofia do fundador do canal, Roberto Marinho (1904-2003). “Ninguém é insubstituível”, repetia o magnata da comunicação.

A emissora líder no Ibope manteve um elenco inchado de artistas e jornalistas ao longo de décadas. Fazia questão de pagar pelos melhores das duas áreas, mesmo sem espaço adequado a todos na programação. Queria também impedir que tais talentos fossem para a concorrência.

A realidade se impôs. Lucrando cada vez menos, a Globo passou a abrir mão dos chamados ‘medalhões’ com salários altos. Dispensou Xuxa, Jô Soares, Fausto Silva, Zeca Camargo, Angélica e outros profissionais com imagem profundamente associada ao canal. Até então, a demissão deles era inimaginável.

Repórteres veteranos que com contracheque maior em razão do tempo de casa (alguns com mais de 30 anos no canal) foram demitidos também, inclusive do esporte. A lista inclui Neide Duarte, uma referência de jornalismo de qualidade na televisão.

Mais do que a compreensível e necessária renovação do elenco, busca-se enxugar as despesas fixas para fazer a TV do clã Marinho voltar ao azul após o prejuízo de R$ 173 milhões em 2021.

Vista por muito tempo como uma ‘mãe’ em função de sua relação afetiva com os contratados, a Globo agora se comporta como uma empresa comum do impessoal universo corporativo, onde os funcionários – inclusive suas estrelas – são interpretados como números. Quem der lucro, fica. Aqueles com salário desproporcional ao rendimento poderão receber uma chamada do RH.

 

Por: Jeff Benício/Terra
Esporteenoticia.com

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