segunda-feira, junho 3, 2024
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Os 50 anos da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Ouro Preto/RO teve Celebração na Solenidade de Corpus Christi

Há 50 anos, a história da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Ouro Preto do Oeste se iniciou. Construída com muita dedicação e trabalho missionário, a paróquia foi moldada pelas mãos de pessoas que nunca deixaram de dizer “sim” ao serviço.

Com a celebração da Solenidade de Corpus Christi, encerraram-se as comemorações em memória dos 50 anos da paróquia. As festividades começaram em maio de 2023, com a abertura do ano Jubilar e a reinauguração do Santuário Diocesano Nossa Senhora Aparecida, e continuaram com a realização das Santas Missões Populares 2024.

   

Solenidade de Corpus Christi
Desde a noite de quarta-feira, as comunidades que formam os três setores da cidade se reuniram para confeccionar os tapetes. Diversos jovens, adultos e idosos colocaram seus dons à disposição do serviço. Ao amanhecer, a cidade foi decorada com tapetes nas ruas ao redor da paróquia, preparados para a procissão do Corpo de Cristo presente na Santa Eucaristia. Também foram lembradas todas as coordenações comunitárias que ajudaram a confeccionar o túnel das memórias das comunidades.

Em nome do pároco, Pe. Flávio, foram estendidos agradecimentos a todos que, de alguma forma, tornaram esse dia festivo possível.

   

Que o Corpo de Cristo nos guarde para a vida eterna. Amém!
A Solenidade de Corpus Christi é celebrada anualmente pelos católicos em uma data móvel, cerca de 60 dias após a Páscoa, na segunda quinta-feira após o dia de Pentecostes. Em 2024, a data será comemorada neste dia 30 de maio.

A festa é considerada um dia santo para os seguidores da Igreja Católica, que nesta data celebram e refletem sobre a presença de Cristo na Eucaristia, conforme explica a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que recomenda que os fiéis participem da celebração da missa neste dia.

Outra tradição ligada ao Corpus Christi é a procissão pelas vias públicas. Quando essa é realizada, atende uma indicação do Código de Direito Canônico — conjunto de normas jurídicas que regulam a Igreja Católica —, que determina ao bispo diocesano que a providencie, onde for possível.

   

O objetivo do cortejo é “testemunhar publicamente a veneração para com Santíssima Eucaristia, principalmente na solenidade do Corpo de Sangue de Cristo”.

Também é costume dos católicos ornamentarem, com tapetes coloridos, as ruas por onde passa a comitiva. Os passantes são feitos de diversos materiais, como flores, serragem etc, e trazem desenhos com inspirações religiosas.

O que significa?
A solenidade de Corpus Christi, conforme detalha a CNBB, é um convite aos católicos para uma meditação sobre o valor e a importância da eucaristia. Considerada um dos sete sacramentos, o pão sagrado para os fiéis foi instituído na última ceia, quando Jesus disse: “Este é o meu Corpo… Este é o cálice do meu Sangue… fazei isto em memória de mim”, segundo o texto da Bíblia.

“O texto bíblico mais evidente e claro sobre a doutrina da Eucaristia é o capítulo 6 de São João. Todo ele é um discurso eucarístico de Jesus que disse ‘Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele’ (Jo 6,56). A Eucaristia é a realização da promessa de Jesus que disse: ‘Eis que estarei convosco até a consumação dos séculos'(Mt 28)”, explica a instituição.

   

Origem da solenidade de Corpus Christi
O termo “Corpus Christi” vem do latim e significa Corpo de Cristo. A celebração remonta ao século XIII, quando foi instituída pelo papa Urbano IV, através da bula “transiturus”, de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes.

Segundo a CNBB, antes se tornar pontífice, ele se chamava Tiago Pantaleão de Troyes e, quando atuou como cônego de Liége, Bélgica, recebeu o segredo das visões da Freira Juliana, que pedia a criação de uma festa da eucaristia no calendário litúrgico.

“Esta solenidade entra no calendário litúrgico da Igreja para evidenciar e enfatizar a presença real do Senhor Jesus no pão e no cálice consagrados. Após a consagração se torna: Jesus sacramentado”, detalha.

   

Milagre e primeira procissão
Ainda conforme a instituição ligada à Igreja Católica, a história conta que um sacerdote chamado Pedro de Praga, que era muito piedoso e zeloso, vivia angustiado por duvidar da presença de Cristo na hóstia.

Confuso, ele decidiu peregrinar até ao túmulo dos apóstolos Pedro e Paulo, em Roma, Itália, para pedir o dom da fé. Ao passar pela cidade de Bolsena, enquanto celebrava a missa, foi novamente acometido pela dúvida. Então, na hora da consagração, ele teve a sua resposta em forma de milagre: o pão branco teria se transformado em carne viva, respingando sangue e manchando o corporal — pano branco no qual é colocado as hóstias consagradas, também conhecido como sanguíneo, usado para limpar o cálice.

“Por solicitação do papa Urbano IV, os objetos milagrosos foram para orviedo em solene procissão. Esta foi a primeira procissão do corporal Eucarístico. Em 11 de agosto de 1264, o papa lançou de orviedo para o mundo católico o preceito de uma festa solene em honra do corpo e sangue do senhor”, conta a instituição.

Por: Ouro Preto Online / PASCOM
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