Um professor do Colégio Estadual Tiradentes da Polícia Militar de Guajará-Mirim (RO) foi afastado de forma cautelar pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc). Ele é suspeito de divulgar um deepfake íntimo criado com o rosto de uma aluna menor de idade. O nome dele não foi divulgado. O deepfake é uma técnica que usa inteligência artificial para criar imagens, áudios ou vídeos falsos extremamente realistas, capazes de simular pessoas dizendo ou fazendo coisas que nunca aconteceram.
Segundo a Polícia Militar (PM), o professor foi conduzido para a delegacia da Polícia Civil. O Conselho Tutelar também foi acionado é informou que formalizou uma denúncia no Ministério Público e na Polícia Civil. O órgão também comunicou que a menina recebeu atendimento.A guerra contra o deep fake nas redes sociais Em nota, a Seduc declarou que solicitou a instauração de um procedimento administrativo para a apuração integral dos fatos.
A pasta repudiou qualquer forma de violência, abuso ou exploração sexual contra crianças e adolescentes. “A Secretaria repudia qualquer forma de violência, abuso ou exploração sexual contra crianças e adolescentes e reforça que condutas dessa natureza são incompatíveis com o ambiente escolar e com os princípios de proteção, respeito e garantia dos direitos dos estudantes”, afirmou em nota.
O MP-RO instaurou dois procedimentos para apurar os fatos, sendo um na área cível e outro na área criminal. O caso está sendo apurado em sigilo. O órgão também informou que acionou os serviços de assistência social e de saúde do Município para garantir o atendimento necessário à aluna e à família. (G1/RO).
Pf apreende celular de professor suspeito de compartilhar deepfake íntimo de aluna. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Guajará-Mirim/RO e Porto Velho/RO
A Polícia Federal iniciou, nesta sexta-feira (21), a Operação Manto Protetor para investigar a criação e a divulgação de imagens falsas de uma adolescente produzidas com o uso de inteligência artificial. O principal suspeito é um professor, apontado como possível responsável pela produção e compartilhamento do material. De acordo com a investigação, a suspeita é de que as imagens tenham sido produzidas a partir da alteração de fotos reais da vítima, e divulgadas por aplicativo de mensagens alcançando pessoas próximas a ela.





