No total, mais de 50 pessoas foram presas desde o início da onda de violência em Rondônia. Segundo a Polícia Militar, os atos criminosos são retaliações da facção contra as ações policiais realizadas contra o crime organizado.
Mais de 50 pessoas foram presas desde o início da onda de violência em Rondônia, que começou na segunda-feira (13): 16 delas são suspeitas de envolvimento com a onda de ataques que ocorrem desde o início da semana. Os dados são do balanço divulgado pela Polícia Militar divulgado na sexta-feira (17), somados às informações repassadas pela Polícia Civil à Rede Amazônica.
Contexto: Desde o início desta semana, os embates entre agentes de segurança e o Comando Vermelho resultaram em prisões, mortes e significativos prejuízos materiais. A morte de um cabo da PM teria sido o início de uma “guerra” que se formou em todo o estado: dezenas de veículos foram incendiados, incluindo ônibus públicos e particulares. Segundo a Polícia Militar, os atos criminosos são retaliações da facção contra as ações policiais realizadas contra o crime organizado.
Na sexta-feira (17), a Polícia Militar divulgou um balanço das prisões realizadas desde a segunda-feira, dia do início dos ataques. De acordo com os dados, 43 pessoas foram presas: 8 pessoas suspeitas de participarem dos ataques e 35 por mandados de prisão.
Ainda na sexta-feira, a Rede Amazônia confirmou com a Polícia Civil a prisão de mais 8 pessoas, somando o total de 51. Confira os detalhes de cada uma dessas prisões: Pela manhã da sexta-feira, dois suspeitos de envolvimento nos ataques aos ônibus e a uma escola em Porto Velho foram presos. As investigações apontam que os indivíduos capturados têm ligação com organização criminosa.
Ainda pela manhã, quatro pessoas foram presas em Mirante da serra (RO), entre eles o suspeito de ordenar os incêndios que atingiram um ônibus e caminhão. As investigações apontaram que o incêndio foi executado por um dependente químico, que cometeu o crime com a promessa de que ganharia dez porções de drogas como pagamento.
Durante a tarde, uma mulher foi presa em Sena Madureira (AC), suspeita de envolvimento no assassinato do cabo da Polícia Militar de Rondônia, Fábio Martins, crime que foi o motivo para que a PM entrasse em conflito com o Comando Vermelho.
No mesmo dia, o suspeito identificado como João Gabriel Vieira do Nascimento se entregou no complexo da Polícia Civil em Porto Velho. Segundo a Polícia Civil, ele é um dos integrantes do Comando Vermelho que estava foragido.
Apoio na segurança
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) enviou ajuda da Força Nacional para combater o crime organizado em Porto Velho, cerca de 60 agentes já estão atuando em Porto Velho e o restante deve chegar em breve.
A Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp) também enviou um helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), na terça-feira(14), para apoiar as operações policiais realizadas na capital.
=======/////========
Sobe para 13 o número de mortes durante onda de violência em RO, 5 mortes em confronto com a polícia e 8 homicídios relacionados a ação de facções criminosas. Além disso, 14 suspeitos foram presos e 7 armas de fogo apreendidas.
Subiu para 13 o número de mortos em Porto Velho durante a onda de violência que atinge Rondônia desde segunda-feira (13). Oito pessoas foram baleadas durante ataques de criminosos e cinco em confronto com a polícia. Os dados são da Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania de Rondônia (Sesdec).
Desde segunda-feira (13), 14 suspeitos foram presos, 7 armas foram apreendidas e pelo menos 28 veículos foram queimados – ônibus, carros e uma viatura da polícia. A Força Nacional atua com 60 agentes em Porto Velho desde terça-feira (14) e deve permanecer por três meses. Apenas metade das linhas de ônibus circulam na capital em horário reduzido – entre 6h e 18h30.
A polícia afirma que os ataques são retaliações do Comando Vermelho às ações policiais que aconteceram nos últimos meses no Orgulho do Madeira, um conjunto habitacional dominado pela facção. Dois episódios são investigados como estopim da “guerra”: No dia 8 de janeiro, o Comando Vermelho perdeu um dos chefes em uma ação policial realizada em Porto Velho. Quatro dias depois, o cabo da PM, Fábio Martins, foi assassinado pela facção dentro do Orgulho do Madeira, onde morava. Explosão, ônibus incendiados e medo: veja a cronologia da onda de ataques em Rondônia.
A noite mais violenta da semana foi na quarta-feira, quando suspeitos passaram atirando em um grupo de pessoas que estavam em um estabelecimento comercial, na zona Leste de Porto Velho. Quatorze pessoas foram baleados e levadas até unidades de saúde. Desses, sete não resistiram aos ferimentos e morreram. Além disso, no mesmo dia, dois suspeitos foram baleados em confronto com a polícia.
Para ajudar no combate ao crime organizado, o estado recebeu reforços para operar na divisa entre Rondônia e Acre. O governo acreano reforçou o policiamento no Posto Fiscal Tucandeira, que fica na BR-364, em Acrelândia, e enviou uma aeronave para dar auxílio às forças de segurança rondonienses.
Além disso, A Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp) também enviou um helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), na terça-feira(14), para apoiar as operações policiais realizadas na capital. (Por: G1/RO).
Por: Wellington Gomes
Esporteenoticia.com




