A Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (Caerd) continua, sem qualquer tipo de preocupação, penalizando a população urbana de Ouro Preto do Oeste com a constante falta de água. O descaso é tão grande que há bairros que chegam a ficar até dez dias sem o precioso líquido nas torneiras — um problema que se arrasta há anos, sem que nenhuma autoridade tome as medidas cabíveis.
A omissão é total por parte do Poder Executivo e também da Câmara de Vereadores, que assiste a tudo de braços cruzados, como se a cidade estivesse vivendo um cenário de normalidade. Enquanto isso, a população sofre com o fornecimento irregular e com uma estrutura de distribuição obsoleta, que há muito tempo necessita de investimentos urgentes.
Como tentativa de amenizar a situação, a Caerd disponibilizou um caminhão-pipa para atender parte das residências. No entanto, a medida é meramente paliativa, já que um único caminhão não é capaz de suprir a demanda de uma cidade com mais de 30 mil habitantes. Para piorar, moradores denunciam que o atendimento estaria sendo direcionado apenas para casas de apadrinhados, enquanto a maioria esmagadora da população continua clamando por água.
Vale destacar que a Caerd arrecada cerca de R$ 1 milhão por mês em Ouro Preto do Oeste, e nada desse montante fica no município para ser reinvestido na melhoria da rede. Outro ponto questionado pela população é que a chefia local da companhia permanece a mesma há vários anos, sem apresentar qualquer resultado efetivo.
Diante desse quadro lamentável, os ouro-pretenses cobram uma atuação firme dos poderes constituídos, como o Ministério Público de Rondônia (MPRO), já que a classe política local segue se limitando a promessas vazias e discursos repetidos.
Enquanto isso, o povo de Ouro Preto do Oeste clama por água — um direito básico que, lamentavelmente, se tornou um privilégio para poucos.
Por: Alexandre/OuroPretoOnline
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