terça-feira, outubro 20, 2026
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Preso Acusado de Estupro e Violação Sexual Contra 12 Mulheres, Aluízio Vidal Flor, de 58 anos, é Pastor, Psicólogo e Ex-Candidato a Prefeito/PVH e ao Senador por Rondônia; Veja Aqui!

Preso e acusado de estupro e violação sexual contra várias mulheres, Aluízio Vidal Flor, de 58 anos, é pastor, psicólogo e ex-candidato a prefeito de Porto Velho e a senador por Rondônia. Ao todo, 12 mulheres procuraram o Ministério Público de Rondônia (MP-RO) para denunciá-lo. Segundo a denúncia apresentada pelo MP-RO à Justiça estadual, Aluízio usava sua posição de autoridade como psicólogo e líder religioso para se aproveitar de mulheres que chegavam à clínica fragilizadas por perdas gestacionais, traumas familiares ou crises conjugais.

“Não gritei, não corri e não consegui reagir da maneira como muitas pessoas imaginam que uma vítima deveria reagir. Fiquei em choque, tentando compreender como o homem que deveria cuidar da minha saúde emocional e me orientar espiritualmente podia estar fazendo aquilo comigo”, relata Mirian Rios, a primeira mulher a denunciá-lo.

Pastor Aluizio Vidal — Foto: Reprodução/redes sociais

Pastor Aluizio Vidal — Foto: Reprodução/redes sociais

Relatos das vítimas

A iniciativa de Mirian deu início a uma sequência de denúncias que apontam para um padrão de 20 anos de crimes sexuais atribuídos ao pastor. Alguns dos casos ouvidos pelo MP-RO não foram incluídos na denúncia formal porque já estavam prescritos ou porque, na época dos fatos, ainda não existia a tipificação do crime de importunação sexual. De acordo com as vítimas ouvidas pelo g1, a imagem de autoridade construída pelo acusado gerava o medo de que elas não fossem levadas a sério. Além disso, mulheres que tentaram relatar os abusos dentro da igreja afirmam ter sido silenciadas.

É o caso de Heidy Herrera. Há cerca de 20 anos, quando tinha 20 de idade, ela procurou a liderança da igreja para denunciar que Aluízio a importunava com ligações noturnas, beijos forçados e outros comportamentos inadequados. “Em resposta, fui informada que o que acontecera comigo foi mal interpretado e o Aluízio disse que eu confundi o sentimento de carinho que ele tinha por mim”, relatou.

Mirian passou por uma situação semelhante ao tentar buscar ajuda na instituição religiosa. Durante um julgamento interno conduzido por um grupo de 13 homens, entre presbíteros e representantes da Igreja Presbiteriana do Brasil, as denúncias foram descartadas por falta de provas. “Foi um dos piores dias da minha vida. Em vez de o comportamento denunciado ser colocado no centro do julgamento, fui eu quem passou a ser julgada. No fim, a verdade aceita foi limitada à versão que o próprio acusado escolheu contar. Saí daquele tribunal religioso sentindo que minha dignidade havia sido retirada de mim”, lamenta.

Denúncia à Justiça

As histórias de Heidy, Mirian e de outras 10 vítimas foram colhidas pelo Núcleo de Atendimento às Vítimas (Navit) do Ministério Público de Rondônia. Em setembro, o pastor foi denunciado à Justiça com base no primeiro inquérito concluído pela Polícia Civil, que incluiu oito vítimas. Uma segunda investigação está em andamento na Polícia Civil, apurando os relatos de outras quatro mulheres. O Navit, localizado na sede do MP-RO em Porto Velho, conta com uma estrutura voltada para o acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade, com o compromisso de conciliar a apuração dos fatos com a garantia de privacidade das vítimas.

Por: G1/RO
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