Saiba Quem Era A Professora Assassinada A Facadas Por Aluno Em Porto Velho; Crime Aconteceu Na Noite De Sexta-Feira (6). Aluno Descreve Juliana Como Otimista, Positiva E Acolhedora. “Mais do que uma professora, um ser humano”. É assim que o estudante Marisson Dourado descreve Juliana Santiago, professora do Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca), assassinada por um aluno dentro da instituição, em Porto Velho. O caso é investigado como feminicídio.
Juliana tinha 41 anos. Era escrivã da Polícia Civil e também atuava como professora de Direito Penal. Em entrevista ao g1, Marisson, que era aluno da professora, contou que Juliana era uma pessoa otimista, positiva e acolhedora. Segundo ele, ela estava sempre preocupada em inovar e tornar as aulas mais leves e dinâmicas.
“Sabia identificar as nossas limitações, sabia identificar as nossas fragilidades e quase que com as próprias mãos tinha o prazer de ensinar e de transportar a gente. Empregou didáticas completamente novas. Fazia seminários completamente diferentes, com teatro”, disse.
Marisson relembra que, pouco antes de morrer, Juliana havia prometido que sua disciplina seria a melhor da semana. Ele também destacou a fé da professora e a forma como ela motivava os alunos.
“Ela falou no reencontro: ‘Olha, esse semestre eu vou ter um desafio, porque a minha matéria, que é de Direito Processual Penal, será a matéria de sexta-feira. Então vocês podem ter certeza, vai ser a melhor matéria da semana’. Ela estava totalmente motivada para fazer uma aula diferente, sempre alimentando a gente também com a fé”, disse.
Determinada a cumprir a promessa, Juliana preparou atividades diferentes para a turma. Em uma das aulas, organizou um quiz e distribuiu chocolates para os alunos que acertaram as perguntas. Entre os vencedores estava João, autor do crime. “Aconteceu e João foi um dos ganhadores. Recebeu o chocolate da professora e ainda a abraçou”, relembrou.
Marisson contou que a professora teve um papel decisivo em sua permanência na faculdade. Segundo ele, Juliana foi fundamental para que ele não desistisse dos estudos diante das dificuldades.
“Eu tenho muita dificuldade de concluir o ensino superior e a professora Juliana me ajudou. Ela me ajudou a passar. Ela me ajudou a quebrar um karma. Me ajudou a quebrar um karma de desistência. Ela pegou na minha mão e me trouxe até o quinto período, que é onde eu estou agora”, relembrou.
Para o estudante, Juliana era mais do que uma professora. Ele afirma que ela não se dedicava apenas à formação profissional, mas também à transformação pessoal dos alunos. “Uma inspiração. Uma inspiração para os alunos, uma inspiração para os outros professores, uma inspiração para a sociedade. Uma perda irreparável para toda a comunidade acadêmica. É como se eu tivesse ficado órfão. Academicamente, é como se eu tivesse perdido uma mãe”, disse emocionado.
O crime
Professora morre depois de ser atacada a facadas por aluno em faculdade
De acordo com testemunhas, o crime aconteceu depois da aula. O aluno do 5° período de direito, João Cândido da Costa Junior, de 24 anos, aguardou a professora ficar sozinha e começou uma discussão. Na sequência, ele atacou Juliana a facadas. Ela foi atingida nos dois seios, além de sofrer uma laceração no braço.
Juliana foi socorrido por alunos e levada até o Hospital João Paulo II, mas morreu antes mesmo de ser atendida. Após o crime, João tentou fugir, mas foi rendido por um aluno que é policial militar. Imagens feitas por pessoas que estavam na instituição mostram o homem sendo contido logo após o ataque.
Em depoimento à polícia, João afirmou que manteve um relacionamento com a professora por cerca de três meses e que cometeu o crime por vingança, após saber que ela teria retomado o relacionamento com o ex-marido. A versão, no entanto, não foi confirmada pela família da professora nem pelas autoridades.
Ainda segundo o relato do autor à polícia, a faca usada no crime teria sido dada pela própria professora. Ele afirmou que, um dia antes do ataque, Juliana lhe presenteou com um doce de amendoim dentro de uma vasilha, acompanhado da faca utilizada no homicídio. A faculdade emitiu uma nota de pesar e suspendeu as aulas por três dias. Várias instituições também lamentaram a morte da professora e repudiaram o crime. (Por: Amanda Oliveira, g1 RO).
*+ Professora morta a facadas por aluno em faculdade de Porto Velho: o que se sabe sobre o caso; Suspeito foi preso em flagrante depois de ser contido por outros alunos. A professora foi atingida na região do tórax e morreu antes de chegar ao hospital.
A professora de Direito Juliana Santiago morreu na noite desta sexta-feira (6) após ser atacada por um aluno dentro de uma sala de aula do Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca), instituição particular localizada em Porto Velho. O caso é investigado como feminicídio.
Veja tudo o que se sabe sobre o caso a partir dos seguintes pontos:
- Como o crime aconteceu?
- O suspeito foi preso?
- Qual foi o posicionamento da faculdade?
- Como foi o traslado do corpo e as homenagens?
- Quem era Juliana Santiago?
Como o crime aconteceu?
Segundo testemunhas, o ataque ocorreu após o fim da aula. O aluno do 5º período de Direito, João Cândido da Costa Junior, de 24 anos, aguardou o momento em que a professora ficou sozinha na sala e iniciou uma discussão. Em seguida, ele atacou Juliana com uma faca. A professora foi atingida na região do tórax e também sofreu um ferimento no braço.
O que aconteceu após o ataque?
Juliana foi socorrida por alunos da instituição e levada ao Hospital João Paulo II. No entanto, ela morreu antes de receber atendimento médico.
O suspeito foi preso?
Após o crime, o aluno tentou fugir, mas foi contido por outro estudante, que é policial militar. Imagens feitas por pessoas que estavam no local mostram o momento em que o suspeito é rendido logo após o ataque.
O que o aluno disse à polícia?
No momento da prisão, o autor do crime afirmou que manteve um relacionamento amoroso com a vítima por meses e que percebeu seu afastamento quando ela decidiu retomar a relação com o ex-namorado. Segundo ele, esse fato o deixou “emocionalmente abalado”. A polícia, no entanto, descartou essa versão com base em mensagens trocadas entre os dois.
O suspeito também declarou que a faca usada no crime teria sido dada pela própria professora. Segundo ele, um dia antes do ataque, Juliana entregou um doce de amendoim dentro de uma vasilha, acompanhada da faca. Mas a versão também não foi confirmada e não há provas que a sustentem até o momento.
O Centro Universitário Aparício Carvalho divulgou uma nota de pesar e suspendeu as aulas por três dias. Outras instituições de ensino e entidades também se manifestaram lamentando a morte da professora e repudiando o crime.
Quem era Juliana Santiago?
Juliana Santiago tinha 41 anos. Era escrivã da Polícia Civil e atuava como professora de Direito Penal no Centro Universitário Aparício Carvalho. Alunos descrevem Juliana como uma pessoa otimista, acolhedora e dedicada ao ensino. Ela buscava inovar em sala de aula, utilizando métodos diferentes para tornar as aulas mais dinâmicas, como quizzes, seminários criativos e atividades interativas.
Pouco antes de morrer, Juliana havia prometido à turma que sua disciplina seria a melhor da semana. Em uma das aulas, organizou um quiz e distribuiu chocolates aos alunos que acertaram as perguntas. Entre os vencedores estava João, autor do crime. Estudantes também destacaram a fé da professora e a forma como ela incentivava e motivava os alunos. (Por: G1/RO).
*+ Corpo de professora assassinada a facadas por aluno em RO é levado para a BA; A família não informou o horário nem o local do velório, que deve ocorrer em Salvador. Em Porto Velho, uma missa em homenagem à professora acontece neste sábado, a partir das 19h.
O corpo da professora Juliana Santiago, morta após ser atacada por um aluno dentro de uma sala de aula do Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca), em Porto Velho, foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) na tarde deste sábado (7). Em seguida, o corpo foi transladado para Salvador (BA).
Segundo informações apuradas pelo g1, o traslado teve início por volta das 16h, com saída de Porto Velho. A família não divulgou o horário nem o local do velório, que deve ocorrer em Salvador. Ainda neste sábado, uma missa em homenagem à professora será realizada a partir das 19h, na Catedral Sagrado Coração de Jesus, localizada na avenida Dom Pedro II, em Porto Velho. (G1/RO)
*+ Professora assassinada a facadas distribuiu chocolates e bilhetes motivacionais antes do crime em RO; Juliana enviou um e-mail à turma dando boas-vindas e convidando os alunos para participar de um quis com perguntas jurídicas. Entre os vencedores da atividade estava João, apontado como autor do crime.
A professora Juliana Santiago, assassinada por um aluno dentro de uma faculdade particular em Porto Velho, realizou uma dinâmica em sala de aula e distribuiu chocolates e bilhetes motivacionais aos universitários pouco antes do crime. O tema da aula era “prisões no Brasil”.
Em entrevista ao g1, o estudante Marisson Dourado contou que, antes do início da aula, Juliana enviou um e-mail à turma dando boas-vindas ao começo do 5º período e convidando os alunos para participar de um quiz com perguntas jurídicas.
“Hoje teremos assunto novo, alinhado com bate-papo descontraído e um jogo de perguntas e respostas, com premiação. Aqueles que acertarem nossa pergunta do quiz jurídico terá uma noite mais doce”, dizia o e-mail.
Além dos chocolates, a professora também entregou um bilhete com um versículo bíblico. A mensagem dizia: “O que é nascido de Deus vence o mundo”. Uma aluna chegou a publicar a foto do bilhete nas redes sociais.
Segundo Marisson, entre os vencedores do quiz estava João Cândido da Costa Junior, de 24 anos, apontado como autor do crime. “Aconteceu e João foi um dos ganhadores. Recebeu o chocolate da professora e ainda a abraçou”, relembrou o estudante.
Marisson contou ainda que, pouco antes de morrer, Juliana havia prometido que sua disciplina seria a melhor da semana. Ele destacou a fé da professora e a forma como ela buscava motivar os alunos.
“Ela falou no reencontro: ‘Olha, esse semestre eu vou ter um desafio, porque a minha matéria, que é de Direito Processual Penal, será a matéria de sexta-feira. Então vocês podem ter certeza, vai ser a melhor matéria da semana’. Ela estava totalmente motivada para fazer uma aula diferente, sempre alimentando a gente também com a fé”, disse. (Por: Amanda Oliveira, g1 RO).
Por: Wellington Gomes
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